CERTIFICAÇÃO  DE EXCEPÇÃO (COMUNICADO DA COMISSÃO DE CERTIFICAÇÃO)

Deliberações da Comissão de Certificação da APMT

Período de transição / candidaturas de exceção

 

Foi decidido estender o período de candidaturas de exceção por mais três anos a partir da formação desta Comissão, ou seja, de forma a aceitar candidaturas de exceção nos prazos de Julho-Dezembro de 2017 e Julho-Dezembro de 2018.

 

De acordo com o previsto no documento de criação do processo de certificação, serão aceites como candidaturas de exceção aquelas cujo candidato não tenha podido, na altura em que realizou a sua formação em Musicoterapia, aceder a um curso em instituição universitária abrangendo no mínimo dois anos letivos, mas que procurou outras vias de formação profissionalizante em Musicoterapia e/ou realizou entretanto trabalho consistente e relevante no domínio da intervenção clínica e/ou de organização profissional, tendo contribuído para o desenvolvimento da Musicoterapia em Portugal.

 

Será de realçar que os períodos de transição e as candidaturas de exceção foram concebidos para integrar num novo sistema de certificação os profissionais que, estando no exercício da atividade desde tempos anteriores à criação do novo sistema de certificação e não cumprindo os requisitos de formação previstos nesse novo sistema, reúnem um conjunto de competências e um percurso de trabalho e formação complementar à data da sua candidatura que permitirá à comunidade científica reconhecê-los como musicoterapeutas competentes. Quer isto dizer que, como candidatos de exceção, a sua candidatura será analisada em todos os seus componentes e sujeita a uma apreciação subjetiva por parte dos membros da comissão quanto à qualidade do seu trabalho, a legitimidade da sua formação e a adequação do seu percurso profissional na área da Musicoterapia, devendo a Comissão de Certificação dar especial atenção aos demais critérios de certificação definidos pela APMT numa apreciação caso-a-caso destes candidatos.

 

Findo o período de transição, os critérios do nosso sistema de certificação estão claramente definidos e os profissionais que a partir daí apresentem as suas candidaturas deverão reunir TODOS os critérios definidos a priori para que a sua candidatura passe à fase de apreciação qualitativa do percurso curricular e do caso clínico apresentado.

 

Por uma questão de coerência de critérios, serão aceites nos grupos de supervisão da APMT os profissionais de musicoterapia que, não reunindo os critérios de formação profissionalizante definidos pelo sistema de certificação atual, estão a exercer a atividade de musicoterapeutas, receberam formação continuada e se afiguram como válidas candidaturas de exceção, podendo a Direção da APMT reservar-se o direito de consultar com a Comissão de Certificação antes de decidir pela admissão dos ditos profissionais no grupo de supervisão.

 

 

Comissão de Certificação Excecional

 

Foi decidido por esta comissão que, dada a extensão do período em que serão aceites candidaturas de exceção, será de novo convidada a musicoterapeuta Ilse Wolfram, da Alemanha, ou um substituto com conhecimento e idoneidade equivalente em matérias de certificação, para integrar a Comissão de Certificação e apreciar as demais candidaturas de exerção.

 

Apresentação presencial de candidaturas

 

Foi decidido que, à imagem do que foi feito com os primeiros candidatos, as candidaturas cujos documentos estejam em ordem serão concluídas com uma apresentação presencial (em data a anunciar a cada ano) perante o júri que é a comissão de certificação vigente. Nesta apresentação, o candidato terá oportunidade de expor o seu percurso académico e profissional ligado â Musicoterapia, e deverá apresentar um caso clínico, acompanhado de material audio-visual, onde dá a conhecer a abordagem do seu trabalho clínico. Esta apresentação será pública e a decisão referente à candidatura será publicada em data posterior, após deliberação dos membros do júri.

 

Requisitos de Percurso Terapêutico e/ou de Desenvolvimento Pessoal

 

No que diz respeito ao tipo de processo terapêutico que a APMT considera adequado para efeitos de certificação, considera esta comissão que existe ainda alguma confusão entre técnicas e modelos de intervenção terapêutica, pelo que algumas práticas específicas de desenvolvimento pessoal tendem a substituir-se ao modelo de intervenção terapêutica, que assenta numa relação terapeuta-cliente, ainda que o cliente possa recorrer a ela para efeitos de enriquecimento e desenvolvimento pessoal.

 

Deste modo, surgiu a necessidade de corrigir a redação do documento de certificação no que diz respeito ao tipo de processo terapêutico. A comissão propõe que o primeiro período do segundo parágrafo do item IV (desenvolvimento pessoal ou experiência terapêutica formalizada) dos Requisitos para a Certificação, publicado no site da APMT, seja substituído pelo seguinte texto: “O processo terapêutico constitui um processo de intervenção psicológica que implica a existência de uma relação entre um cliente/paciente e um profissional de ajuda, com formação de base numa disciplina do âmbito da ajuda psicológica e formação especializada num determinado modelo de intervenção terapêutica. Este processo pode ser realizado em setting individual ou grupal”.

 

Supervisores de Musicoterapia e o processo de certificação

 

Foram debatidas entre os membros da comissão os vários aspetos implicados na definição de supervisor e a posição que a APMT deverá assumir de futuro, e em termos gerais, acerca do percurso profissional daqueles que considera supervisores adequados para efeitos de candidatura à certificação de musicoterapeutas. Deste modo, foram definidos os seguintes critérios para a figura do supervisor de musicoterapia:

 

“O musicoterapeuta supervisor deve reunir, cumulativamente, os seguintes critérios:

  1. Profissional de musicoterapia no ativo: o supervisor deverá, no momento do pedido de supervisão, estar a exercer atividade clínica como musicoterapeuta

  2. Certificação/acreditação: o supervisor deverá preencher um dos seguintes requisitos de certificação:

    1. Reconhecido pela entidade de acreditação do país onde exerce;

    2. Reconhecido pela EMTC (processo de certificação agora extinto), OU

    3. Reconhecido pela entidade de acreditação de um outro país, com tradução oficial dos documentos respetivos para inglês ou português.

  3. Experiência e amadurecimento enquanto profissional de musicoterapia: O supervisor deverá ter, ao momento do pedido de supervisão, acumulado experiência clínica num dos seguintes percursos:

    1. dez anos consecutivos de exercício profissional da atividade de musicoterapeuta após a conclusão oficial do seu curso de formação em musicoterapia, OU

    2. cinco anos consecutivos de experiência clínica como musicoterapeuta pós-certificação.”

 

A Comissão de Certificação está disponível para receber candidaturas de exceção até Dezembro de 2017 ou Dezembro de 2018.

De acordo com os procedimentos aprovados em Assembleia Geral para o início do processo de certificação de musicoterapeutas por parte da APMT, o período de transição no qual se previam as candidaturas de exceção terminou no passado dia 22 de Março a terceira e última série de candidaturas de exceção.

 

No âmbito da terceira e última série de candidaturas em regime de exceção, existem quatro candidaturas que foram aceites em regime de exceção e cujos processos se encontram em suspenso, com recomendações emitidas e um prazo de dois anos estabelecido para os candidatos completarem os elementos definidos nos requisitos de certificação.

 

A partir deste ano de 2019 (inclusive), não serão aceites mais candidaturas de exceção e, consequentemente, todos os candidatos deverão reunir os critérios definidos nas cinco categorias constituintes do documento de requisitos de certificação de musicoterapeutas.

 

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